A tal felicidade

Um gole aqui, um aperitivo lá.
Um jogo de cartas cá, uma pitada acolá.
Uma palavra jogada ao vento.
Um sexo casual por divertimento.
Que tal sem ressentimento?
Para o peso do mundo dar vazão.
Pequenas fugas da razão.
Daquela frieza que nos faz pensar.
Outrora repensar; e talvez nos castigar.
Mas outro dia pode ser jamais.
Então adoramos ser animais.
Animais são felizes.
Homens nem tanto, negam as raízes.
Motivos para qual queremos viver sem espanto.
Não há quem goste do pranto.
Queremos viver constantes.
Constantes momentos farsantes.
Prazer que passa.
Que nos enche de graça.
Hora a ser sorvida.
Pequenas farsas da vida.
Não nos importa a idade.
Chamamos de felicidade.

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