Coexistir

A grande maioria dos humanos tem o objetivo em comum de ser independente, uma paranoia natural, um desespero a mais. Paradigma a ser mantido ou derrubado? Fruto do ego ou da razão? Qual a real necessidade de objetivar-se a fazer tudo só, quando isso mostra-se optativo? Será que não temos pouco tempo para sermos tão bobos a ponto de falarmos: “Eu quero conseguir um dia fazer as coisas sozinho”? Por exemplo, o amor só, não é amor, amar é contrato vigente e renovável, é fazer junto. Sem amor não vivemos, sem viver não amamos. Estar só é estar perdido, se objetivar ao desespero da independência é símbolo do ego, resposta a dúvida de para onde vamos, querermos ser mais, sempre mais, para gravarmos no tempo nossa liberdade e nossas – falsas – conquistas, que sempre dependem de alguém, pois, mesmo querendo nunca estamos  nem conquistamos nada sozinhos, não há existência sem coexistência.

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