Esquerda, direita e dialética: Opinião sobre os extremos

Desde a revolução francesa quando o assunto são as relações sociais (mais especificamente política, economia e religião) as pessoas vêem sendo descritas por uma das duas definições ideológicas e dicotômicas: direita ou esquerda.

Na revolução eram de direita aqueles que estavam sentados, obviamente, à direita da cadeira do presidente parlamentar, estes eram amplamente favoráveis ao antigo regime francês (que era um sistema aristocrático, regime político-social de poder centralizado à elite), ou seja, queriam conservar a situação de poder vantajosa na qual se encontravam. Já os que sentavam a esquerda eram aqueles que apoiavam as medidas populistas que propunham a ideia “liberdade, igualdade e fraternidade”, que eram reforçados pelos ideais progressistas propostos pela defesa da razão feita pelos iluministas.

Como podemos perceber há indivíduos que defendem a preservação/manutenção da situação existente, status quo, porque este atende a seus interesses, tentam justificar a necessidade de conservar as coisas tal como estão. Estes são definidos como de direita. Há, entretanto, pessoas que querem mudar a situação existente, pois consideram que a situação não é boa para elas e para os outros. Estes são os de esquerda. O conceito abordado é aplicado a sociedades no geral.

Geralmente aqueles que desejam manter as coisas como estão são os que detêm poder na sociedade e os que lutam contra isso são os que estão em uma situação servil ou inferior, mas essa lógica não é absoluta, há quem esteja sendo prejudicado e defenda as coisas como funcionam, são aqueles que defendem a meritocracia e tem desejo de chegarem no poder algum dia, e há quem tenha ideais de igualdade mas que utilizam-se das estruturas sociais para obter mais poder.

Desta forma associamos a direta aos conservadores, aqueles que desejam manter o status quo, o poder, os privilégios — sejam eles adquiridos ou conquistados. E a esquerda associamos aqueles que querem mudar as formas de relações de poder, que buscam torná-las menos opressoras buscando uma sociedade mais justa e igualitária, por este motivo movimentos sociais pautados na igualdade como comunismo, socialismo, feminismo, gayzismo, ambientalismo, e até mesmo o vegetarianismo, são atrelados a ideologia de esquerda.

“Quem, na sua visão do social, coloca a ênfase na justiça, é de esquerda. Quem a coloca na eficácia e no lucro, é de direita.” (Ariano Suassuna)

A direita, historicamente, está atrelada ao discurso conservador da Igreja Católica e seus dogmas, como por exemplo a dignificação do trabalho que incide no ideal de acúmulo de bens feita pelo protestantismo e também a ideia de família tradicional. Economicamente falando ela prega o livre comércio, aos moldes do que aconteceu com os EUA na década 20 e de 80–90, já a esquerda é cética quando o assunto é religião, e politicamente falando é a favor que o Estado exerça influência na economia.

Os esquerdistas são considerados os “chatos” da sociedade, pois tendem, pautados pela razão no sentido iluminista da palavra, a criticar a hierarquia social vigente, que vai num sentido de beneficiar a poucos, ou seja, questiona monopólios sociais, assim confrontando valores morais e relações de posse já estabelecidas, querendo romper tradições culturais que causam desigualdade, naturalmente isto acaba incomodando muita gente, pois é de sonho comum a riqueza mesmo que esta tenha probabilidade mínima de ocorrer. Já os direitistas são considerados exploradores, no valor ambíguo da palavra, pois aceitam como natural o status quo e as relações de poder naturais mesmo que estas sejam herdadas. A hierarquia como comumente aceita é contrária as ideias de revolução, são aversas a buscas racionais de utopia, aceitam a realidade trágica e caótica. Daí que surgem os exímios empreendedores capitalistas. Os esquerdistas como críticos incomodam, porque, estes revelam os “podres” da sociedade, estes que os que detém o poder querem ocultar. A revelação de aspectos ruins perturba os interesses e convicções dos poderosos e pode dificultar no processo de manipulação dos mesmos.

Parece haver uma tendência do ser humano, com o seu envelhecimento, a transição ideológica da esquerda para a direita, talvez por motivos de estabilidade, ou seja, já conquistou bens e poder, ou mesmo por estar mais maduro e portanto não querer mais se arriscar, sendo assim uma desistência ou cansaço, pois aí a pessoa contenta-se com sua colaboração já dada.

“No momento que alguém se vincula a uma filosofia ou a um movimento, transferem automaticamente toda bagagem, todo o resto da filosofia que vem com isto para você. E no momento que você quiser ter uma conversa, eles irão afirmar, que já sabem tudo o que é importante sobre você, por causa desta associação. E esta não é uma maneira de se ter uma conversa.” (Neil deGrasse Tyson)

Devemos lembrar que estas classificações são hoje muito mais complexas que no passado, portanto, essa rotulagem binária e generalista pode ser um tremendo engano, pois as pessoas tendem a ter opiniões diferentes em diferentes assuntos, assim nem sempre seguem uma linha lógica, ou melhor ideológica, apenas apontada pela busca da igualdade (pregada pela esquerda) ou da hierarquia de poder (dita pela direita), as pessoas podem se adaptar a diversos aspectos dos ideais, salve as pessoas que estão nos pilares extremos da dicotomia.

“Entre a escuridão e a luz, existe a penumbra. Entre o preto e o branco, não existe apenas o cinza, mas sim um arco-íris de colorações políticas. As posições “progressista” e “reacionária” não constituem monopólios permanentes.” (Fernando Nogueira Costa)

Observe os pilares abaixo:Extremos são contra liberdade. Extrema direita: Nem liberdade nem igualdade. Direita: Liberdade sem igualdade. Esquerda: Liberdade e igualdade. Extrema esquerda: Igualdade sem liberdade.

  • Extrema Esquerda (perigo de ditadura)
  • Centro Esquerda
  • Centro
  • Centro Direita
  • Extrema Direita (perigo de ditadura)

O filósofo e educador Renato Janine Ribeiro disse em um vídeo o seguinte:

Extremos são contra liberdade. Uma boa definição é a seguinte: Extrema direita > Nem liberdade nem igualdade. Direita > Liberdade sem igualdade. Esquerda > Liberdade e igualdade. Extrema esquerda > Igualdade sem liberdade.

obs.: Vale lembrar entre a esquerda e a direita existem diversos níveis. Na minha opinião o Brasil não está na zona de risco de ditadura.

Por um lado somos todos iguais, por outro, cada indivíduo tem suas peculiaridades, e portanto é diferente. Desta forma podemos entender qual o princípio fundamental que difere as dicotomias esquerda/direita:

“Os que consideram mais importante, para a boa convivência humana, aquilo comum que os une, em uma coletividade, estão na margem esquerda e podem ser corretamente chamados de igualitários. Os que acham relevante, para a melhor convivência, a diversidade e/ou a competitividade, estão na margem direita e podem ser chamados de meritocratas.

São de esquerda as pessoas que se interessam pela eliminação das desigualdades sociais. A direita insiste na convicção de que as desigualdades são naturais e, enquanto tal, não são elimináveis.” > link

Teste e descubra sua atual visão política: TESTE 1 / TESTE 2 / TESTE 3 / TESTE 4

IDEAIS / MOVIMENTOS DA ESQUERDA IDEAIS / MOVIMENTOS DA DIREITA
Cooperação Competição
Busca da igualdade/equidade Busca da superioridade
Coletivismo Individualismo
Bem comum Poder
Participação popular Meritocracia
Progressismo Conservadorismo
Comunismo Capitalismo selvagem / Imperialismo
Socialismo Capitalismo moderado
Heterodoxia Ortodoxia
Revolucionário Reacionário
Distribuição de renda Acúmulo de capital
Estatização Privatização / Minarquismo
Intervecionismo econômico (Grande participação do Estado na economia) Livre iniciativa/comércio (Pequena participação do Estado na economia)
Ser é ter Ter é ser
ESCOLAS DA ESQUERDA ESCOLAS DA DIREITA
Marxismo Escola Austríaca
Keynesianismo Liberalismo
Escola de Frankfurt

obs.: Vale lembrar entre a esquerda e a direita existem diversos níveis.


É sábio dizer que extremismos são ruins, pois eles prejudicam a si ou aos outros de forma contundente. No caso ideológico não é diferente, as zonas extremas das ideologias trazem grande risco a sociedade por não entenderem o método de diálogo, a dialética. Para um extremista a sua visão é irrefutável, e assim sendo ele passa a disseminar ódio a quem pensa de forma oposta, e até a quem pense um pouco diferente. Os extremismos formam radicais, os radicais podem se tornar ditadores quando adquirem grandes responsabilidades sociais, ditadores com grandes poderes e discursos de ódio geram grandes violências, e estas transformam-se em genocídios. No fim ditadores nada mais são que terroristas com patentes políticas respeitadas.

“O conceito do comunismo, o conceito, do socialismo, o conceito do capitalismo, todos são conceitos que no papel são maravilhosos, mas na hora que se bota um ser humano ali dentro desanda tudo aquilo, por que se entra com o jeito que o ser humano é, se ele quer tirar vantagem vai lá e tira.” (Luciano Pires)

Para evitarmos que nos tornemos extremistas devemos aprender a reconhecer a dialética e a debater ideias respeitosamente. A dialética é o modo de compreensão da realidade contraditória e constantemente mutável, diante do reconhecimento desta ideia faz-se o progresso que é o acordo entre ideias opostas, e se não há acordo e progresso, não há dialética.

“Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” (Thomas Campbell)

A dialética ocorre quando chega-se a uma síntese que provém da tese e da antítese, entenda melhor nesta fórmula: Tese + Antítese = Síntese

Observe os seguintes trechos retirado do livro “Dialética Para Principiantes” de Carlos Cirne:

“Tese e antítese são, na primeira etapa, pólos opostos que se repelem e se excluem. Numa segunda etapa, ambos se unificam numa síntese que é algo mais alto e mais nobre.”

“Não é possível defender tanto a tese como também a antítese, como se ambas fossem verdadeiras. Não é isso, é exatamente o contrário. Ambas as posições são falsas. Verdadeira é apenas a síntese que de ambas se engendra. A virtude, pois, não consiste em defender uma tese — ou uma antítese –, como se esta fosse a verdade toda inteira, e sim, pelo contrário, em desmascarar tanto tese como antítese como sendo erradas, isto é — o que é o mesmo –, como sendo apenas elementos parciais de um todo maior.”

“Justiça é sempre o processo de formação da síntese, jamais a tese ou a antítese isoladas, uma sem a outra. A parte, no sistema de Direito, é sempre parte, um pedaço que exige a sua contraparte, o seu oposto, para que se estabeleça justiça. Até hoje. Os juristas hoje muitas vezes não se dão conta disso: eles são dialéticos, todos nós somos dialéticos.”

“É preciso argumentar primeiro mostrando a falsidade, isto é, a parcialidade da tese, depois mostrando a falsidade da antítese, que também é parcial, para que então possa surgir, na conciliação de ambas, a verdade do todo maior e mais alto.”

A maioria de nós, brasileiros, tem a liberdade para se posicionar politicamente, — apesar de grande parte não ter interesse pelo assunto — ou seja, podemos escolher os pensamentos ideológicos/políticos que melhores nos representam, mesmo que esta escolha quando prática seja uma democracia representativa.

“O patriotismo de partido é uma coisa nefasta.” (Eduardo Jorge)

Apesar da dialética ser o cerne do progresso — sendo que este está mais atrelado a esquerda — há em todos os lugares os símbolos do movimento direitista e esquerdista. Abaixo seguem alguns quadros da atual representatividade esquerdista e direitista do cenário nacional:

MÍDIAS IMPORTANTES DA ESQUERDA MÍDIAS IMPORTANTES DA DIREITA
Revista Caros Amigos Revista Veja
Revista Carta Capital Revista Época
Revista Vírus Planetário Revista IstoÉ
Revista Fórum Canal Globo
Portal Diário Centro do Mundo Portal Mises.org
Portal Pragmatismo Político Portal Implicante
Portal Outras Palavras Portal Instituto Liberal
Portal Carta Maior Portal Brasil 24/7
Portal Brasil de Fato
Portal Opera Mundi
Portal Viomundo
Blog da Boitempo
NOMES DA ESQUERDA BRASILEIRA NOMES DA DIREITA BRASILEIRA
André Dahmer Demetrio Martinelli Magnoli
Breno Altman Denis Lerrer Rosenfield
Ciro Gomes Diogo Briso Mainardi
Cynara Menezes Heitor de Paola
Emir Sader Jair Bolsonaro
Fábio Chaves João Pereira Coutinho
Ferréz Joice Hasselmann
Gregorio Dudivier Jorge Luis Borges
Guilherme Boulos Lobão
Jean Wyllys Luiz Felipe Pondé
João Pedro Stédile Marco Antonio Villa
José Arbex Jr. Olavo de Carvalho
Karina Buhr Paulo Eduardo Martins
Leonardo Sakamoto Raquel Sherazade
Luciana Genro Reinaldo Azevedo
Luís Inácio Lula da Silva Rodrigo Constantino
Luís Nassif Roger Moreira
Marcia Tiburi Jair Bolsonaro
Maria do Rosário Eric Voegelin
Marilena Chaui Isabella Trevisani
Marília Moschkovich Leonardo Bruno “Conde Loppeux”
Michael Löwy Luciano Ayan
Mino Carta Luciano Pires
Paulo Arantes Bruno Garschagen
Paulo Henrique Amorim Leandro Roque
Pc Siqueira Fernando Chiocca
Vladimir Safatle Danilo Gentili
Bruno Torturra Graça Salgueiro
Rafucko Helio Beltrão
Frei Betto Eder Borges
Laerte Coutinho Marcello Reis
Alexey Dodsworth Magnavita Ives Gandra
Leonardo Boff Dalmo Dallari
Marcelo Freixo Kim Kataguiri
Francisco Bosco Rogerio Chequer
Bertone de Oliveira Sousa Fernando Holiday
Guilherme Boulos Evandro Sinotti
Renato Janine Ribeiro Indiana Arite
Mario Sergio Cortella Luana Bastos
Christian Dunker Nando Moura
Edson Teles Sara Winter
Francisco de Oliveira
Giovanni Alves
João Alexandre Peschanski
Jorge Luiz Souto Maior
Lincoln Secco
Luiz Bernardo Pericás
Maria Rita Kehl
Ruy Braga
Mauro Iasi
Paul Singer
Fernando Haddad
Pablo Villaça
Jandira Feghali
Pablo Ortellado
Clóvis Rossi
Carina Vitral
Manuela D’ávila

Há atualmente uma generalização política que consiste em culpabilização de classes. Os esquerdistas geralmente tendem a culpar o sistema atual, baseado no capital, e os direitistas generalizam e culpam o ser de não fazer por merecer, por não ter mérito, ignorando as condições desiguais que o sistema impõe, isentando também a ideia de compaixão, afinal o mundo não pode ser perfeito.

Agora aqui entra o meu atual posicionamento político e a justificativa para tal:

Sou contra os extremos por compreender o método dialético e colocá-lo como melhor diante de tantas discussões. Mas por ideais uma inclinação a esquerda, por acreditar antes de tudo na liberdade do ser e na igualdade dos valores (como raça, sexualidade, nacionalidade, etc).

Compreendo que cada ser é um objeto inteligente, e cada objeto carrega em si uma realidade, desta forma há uma subjetividade perante todos os seres, ou seja, somos, cada um de nós, uma peça que carrega uma visão relativa. Os mais inteligentes são os que compreendem a linguagem, nesta categoria encontramos nós, os auto-nomeados humanos. Somos nós que podemos compreender as relações de uma forma profunda. Diante desta ideia os mais sábios são aqueles que sabem compreender as outras visões, mesmo que isso não seja possível de forma sensorial, e apenas por bom senso, entendendo formas de conexão visando o progresso, assim conclui-se que o seu diferencial racional está sendo utilizado e o seu meio modificado para melhor. De certa forma um conector de realidades subjetivas de ótima eficácia é a dialética.

A dialética tem por si sua fórmula de compreender a subjetividade diante do jogo dos opostos, ela faz um ser inteligente compreender os dois lados de um embate por meio do debate para assim criar uma conclusão que seja eficaz e lógica.

Acredito que o liberalismo e também a auto-defesa está presente em ambos os lados com seus conservadorismos morais e permissões anti-éticas. Diante deste cenário o real problema é a ofensa aos fatos feita pela teórica superioridade que se colocam por seus individualismos intelectuais (ou pseudo) e seus extremismos delirantes e consequentemente seus mau-caratismos velados. A desonestidade intelectual — aquela que discursa com falácias, sofismos e ufanismos — parece estar bem mais presente na direita, pois é bem mais fácil, e comum, ser desonesto para se auto-defender do que para defender aos outros. Mas mesmo assim temos que ficar alerta, textos bem escritos com dogmas e opiniões generalistas, e preconceituosas, são belas armadilhas que fisgam a todo tempo pessoas que se tornam repetidoras. A cegueira ideológica nos faz sectaristas, faz com que tenhamos vieses por aceitarmos sem uma contestação profunda ideias, e para isso devemos ter bom-senso, este faz que o posicionamento político-ideologico não nos faça apenas atacar o inimigo e defender o amigo, faz também vermos os pontos positivos em quem está contra e os pontos negativos naqueles que estão a favor e consequentemente mostra que se ater a essa dicotomia eterna de esquerda-direita, que é tão vigente, nos cega diante dos discursos falaciosos que não auxiliam a nenhum progresso, por isso digo: a lógica extremista é preconceituosa, binária e burra.

Sendo mais claro agora: Discussões unilaterais só são boas quando visam o bem comum, sem violências e opressões. Se uma pessoa age de forma a prejudicar intencionalmente os outros, seja ela de esquerda ou de direita, isso é reprovável, já se ela age fazendo o bem as atitudes devem ser aplaudidas, claro, sempre pensando nas consequências posteriores das ações, para não sermos enganados pelas más intenções disfarçadas de boas vontades.

“A liberdade nunca foi conseguida pelo consenso.” (Rubem Alves)

Não entendeu? Veja estes dois vídeos e tente ficar mais esclarecido sobre o assunto:

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3 comentários em “Esquerda, direita e dialética: Opinião sobre os extremos

  1. Também considero-me centro-esquerda. Acho que algumas coisas no capitalismo funcionaram melhor no que quando colocadas no socialismo, contudo, os seus erros são fatais, principalmente àqueles sem sorte. Com a ideia de liberalismo, há a falsa ilusão de que todos possuem a mesma chance, quando sabemos, na prática, de que não funciona dessa maneira. As teorias foram escritas e tornaram-se, de certa forma, utópicas. Porque quando aplicadas, deixaram todos seus principais defeitos à vista.
    Porém, na minha opinião, o socialismo/comunismo não foi levado adiante por não trazer lucros e nem um “vencedor”. Se as principais potências não o apoiaram, não haveria, então, um objetivo por levá-lo a frente. O comunismo é uma ideia que surge na cabeça de cidadãos de países mais pobres, que servem como escada para essas potências. Bloquearam então aqueles que não pensariam de maneira competitiva e lucrativa. Mesmo que saibamos que há sim, uma hipocrisia corroída de seus representantes, no comunismo as coisas parecem, de fato, mais limpas.
    O difícil, contudo, seria mudar a cabeça das pessoas e fazê-las pensar de uma maneira cooperativa, onde ninguém seria melhor do que ninguém por uma simples casta de onde nasceu. Onde não haveria pessoas trabalhando mais do que são capazes para fazer ascender outros que conseguiram tudo por possuírem chances maiores de erguer-se na vida. E também, no capitalismo há a soberba; “ter é ser”, onde o consumismo exacerbado é aplaudido e quem é capaz de fazê-lo, mais ainda.

    – Via Iphone
    Mentira hahahaha

    Muito bom o texto. Concordo em boa parte do que disse. Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

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