Paternalismo

O discurso dos liberais é claro, são a favor do livre comércio, pode-se vender o que quiser, as pessoas devem saber as consequências de suas compras, o estado não deve interferir (lembrando que alguns se contradizem por alguns motivos tradicionalistas, como na questão da maconha por exemplo). Dizem que há um estado babá, paternalista, limita o ser, pois ao cuidar para que a população não erre cria uma série de pessoas infantilizadas, não assumem erros, e sendo assim apenas jogam a culpa nos outros. Dizem que o estado babá isenta a responsabilidade individual. Por esse motivo também acaba por se isentar a culpa das empresas, afinal “compra quem quer, elas apenas vendem”. Lembrando que ignora-se o fato de que quem consome coisas ruins acaba, geralmente, ficando em condições ruins e recorrendo ao governo, a saúde, aos serviços públicos, causando uma certa desordem e injustiça social.

O governo assume-se como uma forma de poder, um poder que visa, na teoria, defender interesses de toda população a que governa. Se ele se torna mínimo naturalmente quem toma o poder é o mercado, são as empresas detentoras do maior acúmulo de capital e claramente sabemos que as empresas defendem interesses políticos e econômicos das pessoas que as controlam. Se com um governo que se julga babá elas já controlam os meios de comunicação e já interferem diretamente nas questões populares, um estado mínimo, aqui no Brasil, seria bom?

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Um comentário em “Paternalismo

  1. Marx descrevia o Estado como “sufocado pela burguesia predominante” e eu acho uma ótima descrição. O Estado, por mais que se mescle, forma-se em nossa sociedade atual como burguês. Com a privatização dos comércios, ocorre o que podemos chamar de mais-valia (os trabalhadores ganham uma pequena parte daquilo que realmente produzem, indo a sua maioria para os donos, burgueses), mas como o Estado permite a privatização, essa exploração – e não vejo outro nome pra isso – torna-se “legal”. E se você falar de sindicatos, viram-lhe os olhos.
    A pouca intervenção que o Estado ainda possui como mediador e não como um verdadeiro cúmplice dessa pequena parcela da sociedade, acho no mínimo, necessária.

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