Relativização da moral

Todos querem colocar suas opiniões sobre o que é certo ou errado (inclusive eu), mas é certo que há um fracasso iminente na maioria das morais pregadas, pois elas se esquecem de fatores universalistas como ponto de partida. Assim sendo, a grande maioria são opiniões corruptas que apontam o favorecimento a si mesmo e não aos outros. Como se pode querer ser um “bom” indivíduo colaborando para o sofrimento de muitos outros? Um exemplo simples e prático é a objetificação de outros indivíduos (ou mesmo o desconhecimento, ou ocultação, da senciência dos indivíduos não-humanos) que gera a aceitação de extremas desigualdades.

Como podemos saber então o que é certo ou errado? De uma forma bem simples temos de um lado a “lei do mais forte” onde a relativização moral (dogmas) prevalece, do outro temos a ideia do “bem comum” que parte dos princípios universalistas, onde não se aceita uma autoridade senão o consentimento.

A ética é portanto, provinda da razão humana (de onde esta vem não sabemos ainda sendo que temos duas concepções, as religiosas [dualistas] e a científica [materialista]), e aponta contra a naturalidade caótica das coisas. A relativização da moral inversamente nos cega, e para diminuir a cegueira, necessitamos dos princípios éticos, universalistas, aplicados.


TEXTOS COMPLEMENTARES:

Subjetividade dialética [link]

Bondade e maldade [link]

Hierárquico VS Igualitário [link]

Anúncios

Concorda, discorda, quer debater? Diga sua opinião.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s