Ditadura?

A construção do ideário anti-comunista no Brasil, fortalecida pelo precedente histórico da revolução Cubana, resultou na ditadura militar que teve início em 1964. Hoje é possível observar que está novamente em destaque o ódio ao comunismo. Geralmente o histórico de não contato com discursos repressivos ou mesmo o desconhecimento, faz com que muitas pessoas ainda acreditem que a ditadura foi algo bom e necessário. O movimento contra o comunismo é agora, em nova roupagem, relacionando com a ideologia nomeada Bolivarianismo, que tem força na América Latina, o que podemos considerar um erro.

Embora conhecido e admirado por uma parcela da população o comunismo está longe do Brasil, assim como naquela época estava longe de se concretizar. Ainda sim há figuras midiáticas que fortalecem que essa é uma realidade não muito distante. Essas figuras desinformam, criando inimigos, muitos deles que querem paz.

O medo da perda, da mudança, possibilita essa definição de inimigos, possibilita a redução do outro a algo desumano e violento. Isso vem acontecendo porque o empresariado tem a preocupação da diminuição de seus lucros (além da aversão natural a ideias progressistas de libertação) e os cidadãos da classe média (mais a alta) ficam assustados na possibilidade de perder privilégios, de dividir espaço com a classe baixa, isso os leva a acreditar que é necessário uma nova ditadura militar, os militares são os possíveis heróis da pátria. Vale ressaltar que não são todos os integrantes dessas classes que são a favor de medidas drásticas. O maniqueísmo ideológico está fortemente presente nas pessoas extremistas, este é fortalecido pelas mídias, todavia os cartazes que vimos nas ruas são defendidos apenas por uma parcela desinformada da população.

Fato é que as pessoas quando perdem o senso de realidade criam inimigos, colocam seu “alvo” ao nível mais baixo, transformam uma multidão de pessoas que carregam diversas ideias – no caso dos comunistas os ideais progressistas – nas piores pessoas que existem. São colocados como contraventores da pátria, subversivos e violentos revolucionários, guerrilheiros que querem destruir os bons costumes. “Comunistas”, ou mesmo cidadãos que se consideram do 3º mundo, no sentido de neutros ao comunismo e ao socialismo, e não se enquadram nessa definição, são a favor da justiça e da igualdade – obviamente não aqueles fanáticos extremistas que passam por cima de tudo em nome da ideologia -, não são um perigo a sociedade, grande parte adora a democracia.

Então se há algo que deve realmente ser combatido a favor da democracia é essa ideia mesquinha de ditadura militar, mas claro, com diálogo e não com violência. Afaste de nós esse cale-se.

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