A corrupção sistemica e a política do cinismo

Não precisa ser nenhum gênio para perceber que os sistemas criminosos se mantém por conta da passividade e da colaboração da população e das autoridades. Por parte da população há incentivo, ela investe no crime, e para as autoridades é negócio, elas fazem pactos. A esmagadora maioria prefere lucrar que combater diante de um cenário desonesto. Quer ver alguns exemplos práticos recorrentes?

Auto-escolas: A esmagadora maioria das auto-escolas fazem o famoso “quebra”, ou seja, vendem a aprovação do teste final, basta desembolsar um valor razoável e tanto a auto-escola quanto o “aluno” saem ganhando, o fiscal federal que acompanha o teste sabe do procedimento, e claro, também ganha, ou seja, as autoridades sabem mas se fazem de desentendidas.

Tráfico de drogas: É recorrente o uso de drogas ilícitas, todo mundo sabe onde são vendidas estas drogas, mas a polícia finge não saber, ela tem medo de prender geral ou recebe uma propina para fingir que não sabe?

Sonegação de impostos: Praticamente toda empresa faz, os cidadãos de “bem” também. Notas frias e com preços reduzidos ou em casa um relógio alterado para pagar menos impostos, é uma beleza a sensação de ser esperto e de quebra sobrar um dinheirinho no fim do mês, e a fiscalização com efetividade zero.

Superfaturamento e desvio de dinheiro público: O povo sabe que os impostos são abusivos aqui e que não são convertidos em benefícios sociais proporcionais, quem se dá bem nisso tudo? Os partidos e as empresas – com suas licitações fraudadas -, é tudo um grande business.

A questão é como resolver se roubam em cima e roubam embaixo? Qual é a solução para um sistema onde a corrupção é generalizada? O povo sabe que os mais honestos são ameaçados e expulsos por não obedecerem o jogo do poder. Não obstante, o povo joga o jogo do poder também, o tempo todo. É um problema comum o tal do jeitinho brasileiro, expressão que marca nacionalmente. Uma forma bonita de dizer: “dou meu jeito de obter benefício das coisas independente do que elas geram.” É isentar a responsabilidade de ser honesto diante da desonestidade do outro, hipocrisia e cinismo.


obs.: O jeitinho brasileiro é uma reclamação constante e generalizada, mas talvez haja algum lugar onde não estejamos tomados por isto, assim como podem haver lugares fora do território nacional que tenham o mesmo problema.

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