[resenha] A Revolução dos Bichos (1945)

A Revolução dos Bichos (Animal Farm), publicado em 1945, é um livro em forma de fábula do novelista, jornalista e crítico político, Eric Arthur Blair – que atendia pelo pseudônimo, George Orwell.

Esta história é uma crítica satírica ao regime ditatorial e militar de Stalin que se estabeleceu na URSS pós-revolução Russa. Podemos correlacionar os animais e locais a figuras elementares do cenário que se fez naquele período histórico.

A crítica vai além desta ‘revolução’ e mostra fundamentalmente que quando humanos tem condições de controlar eles podem se tornar autoritários, mesmo se a proposta for um sistema de igualdade, ou seja, quando o poder se concentra as pessoas que ele detém se corrompem e tentam sempre manter e/ou obter mais privilégios, isto é revelado na seguinte máxima contida livro:

“Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros”

Tanto projetos que se pautam pela desigualdade, quanto projetos revolucionários de antítese a isto, na prática deram-nos experiências opressivas. É fato, o poder sempre favorece algumas classes. Diante disto é possível observar que, apesar das desigualdades sociais, é sempre feita, por aqueles que governam, a divulgação de informações e publicidade de forma positiva, ou seja, sempre há técnicas de manipulação afim de conservar o poder, por este motivo o livro de Orwell é uma narrativa brilhante e atual.

Veja: What Orwell Really Meant

Claro, devemos lembrar que Orwell era adepto do socialismo democrático e contra o autoritarismo e a opressão dentro de qualquer visão política, usar-se de sua fábula como panfleto pró-socialismo (de correntes anti-democráticas) ou pró-capitalismo não é algo muito honesto.

PERSONAGENS E O QUE REPRESENTAM

  • Senhor Jones, dono da Granja do Solar, representa o Czar Russo Nicholas Alexandrovich Romanov.
  • Senhor Pilkington, dono da Foxwood, representa os líderes da Inglaterra.
  • Senhor Frederick, dono da Pinchfield, representa os líderes da Alemanha. Frederick também pode ser considerado uma representação de Hitler.
  • Senhor Whymper, que fazia intermédio comercial entre os animais e os humanos, representa o capitalismo que o Estado Soviético utilizava.
  • Major, o porco que deu o discurso revolucionário, pai do “animalismo”, representa Karl Marx, mas de algumas formas também representa Lenin.
  • Bola-de-Neve, um dos porcos líder, representa Trotsky.
  • Napoleão, segundo líder porco, representa Stalin, o segundo líder da URSS.
  • Garganta, o porco orador que passava as informações dos porcos aos outros animais, representa a mídia/departamento de propaganda do governo.
  • Sansão, o cavalo trabalhador, representa a classe trabalhadora iludida.
  • Quitéria, vaca que não gosta de trabalhar, representa a burguesia, que vive de aparências e espera obter lucro disso.
  • Cachorros, que defendem Sansão, representam as forças militares do governo, mais específicamente a KGB, a polícia secreta de Stalin.
  • Moisés, o corvo que fala sobre uma suposta esperança além da vida, representa a religião, usada como forma de controle da população.
  • Benjamin, o jumento, representa um homem cético com a política, um anarquista que não acredita que o poder concentrado traz paz ao povo.
  • Ratos e coelhos, animais selvagens da fazenda, parecem representar pessoas marginzalizadas como mendigos, ladrões e ciganos.
  • Ovelhas, que repetem discursos para a manutenção do poder, representam as massas alienadas incapazes de criticar o governo.
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