Impeachment

O PROCESSO

O processo de impeachment é um mecanismo legal, previsto constitucionalmente. O requerimento apresentado, já votado na câmara e encaminhado para uma nova votação no senado, diz que a presidenta Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade fiscal, decorrente das pedaladas fiscais, onde se atrasava repasses a bancos públicos para cumprimento das metas orçamentárias. A votação gira em torno disto e definirá se a governante brasileira será afastada do cargo.

Claro, como este é um processo político há divergência sobre a denúncia ser bem embasada. É válido salientar que Eduardo Cunha, atual líder da câmara, pode ter feito a abertura do processo por interesses políticos, além disso, ele tem denúncias sérias de corrupção, e deve ser julgado logo. Fato é que Dilma ter governado de forma insatisfatória não é condição suficiente para caçar seu mandato, se assim for, de fato, como clamam alguns movimentos populares, é uma tentativa “golpe”, ainda que não seja um golpe militar-ditatorial seria então uma tentativa ilegal de tomada de poder.

O CONTEXTO

A crise econômica é fundamental para a insatisfação com o governo, mas devemos saber que outros fatores abalaram ainda mais a popularidade de Dilma Rousseff, eles são:

  • Os seguidos escândalos de corrupção descobertos nos últimos anos, nos consecutivos mandatos do Partido dos Trabalhadores (PT).
  • A oratória ruim, revelada em seus discursos confusos, mostram que a governante é uma figura que desperta pouco carisma.
  • O machismo arraigado culturalmente faz com que ela seja atacada por ser a primeira pessoa do sexo feminino a assumir o cargo de presidente do Brasil.

Estes elementos somados dão força aos partidos e movimentos de oposição, que incentivam a população a se manisfestar, o que vem ocorrendo frequentemente e que influenciam bastante nas votações.

AS PREVISÕES

Há quem enxergue o impeachment com otimismo, crendo que ele é sinal do início do fim da corrupção, projetando mais processos políticos e investigações. Acompanhados a estes, torcendo pelo “sim”, há aqueles desinformados imediatistas que apenas querem o governo ‘corrupto’ atual fora, desconsiderando os governos que estão por vir. De forma divergente há aqueles que declaram o resultado oposto, temendo um efeito paradoxal, não havendo assim purificação alguma na política, pois com este processo “forçado” apenas vai ser transferido o poder, fazendo a corrupção se manter nas mãos de outras instituições partidárias, que tem diversos políticos envolvidos em escândalos, e por fim, numa visão ainda mais pessimista declara-se que a corrupção se fará mais forte nos próximos anos visto que haverá uma concentração de poder numa vertente ideológica-política (direita) ou com um só partido assumindo a liderança dos três poderes (PMDB).


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