Operação ‘Carne Fraca’, veganismo e elitismo


O veganismo é elitista?

Nestes últimos dias por conta de uma operação da Polícia Federal para combater a corrupção nos frigoríficos brasileiros — Carne Fraca — foi descoberto que empresas brasileiras no mercado de exploração animal vendiam carne vencida adulterada e outros produtos estragados, usando neles ingredientes químicos em quantidades superiores ao permitido pela lei. Estes produtos nocivos à saúde não deveriam ser ingeridos nem pelos maiores admiradores do consumo de cadáveres putrefatos.

Diante do ocorrido houve uma revolta, os consumidores sentiram-se enganados, com razão, e sem deixar barato foram as redes se manifestarem— antes podiam crer em slogans como “carne de qualidade têm nome!”, agora numa releitura deveria ser dito “cara de idiota tem nome!”.

Do outro lado, como não consomem carne e nem outros produtos de origem animal, os veganos resolveram fazer piada com a situação. Consequentemente, como habitualmente acontece, muita gente se sentiu ofendida e surgiu para chorar as pitangas contra os veganos malvados que brincaram com a situação, esquecendo que o tempo todo fazem piada com o sofrimento animal e com os veganos.

Com a revolta dos papelões, os enganados fundiram os textões de lamento a ataques aos veganismo. Essa galera tocada com a dor humana  mas não muito com a dos outros animais voltou a afirmar:

“O veganismo é elitista.”

Vamos pensar um pouco sobre isso.

Será mesmo que o veganismo é um movimento social elitista?

Para começar vejam este vídeo:

Para quem não sabe no veganismo deve-se boicotar produtos provindos da exploração animal na medida do possível e praticável, isso inclui alimentação, vestimenta e muitas outras finalidades. Pode-se dizer vegano alguém que diretamente consome algo de origem animal podendo se abster disto? Não.

Já elitismo é a ideia de que algo não é acessível para todos, e isto é relevante numa sociedade dividida por uma gama de classes sociais. O elitismo então se apresenta na falta de recorte social de classe para aplicar algo. O que levanta as seguintes perguntas quando o assunto chega ao veganismo:

Qual será o recorte que precisamos fazer para o veganismo ser possível e podermos falar e aplicar ele? Quantos são os privilegiados que poderiam ser veganos e quantos são os desprivilegiados? Para quem os veganos devem falar?

A vida prática do vegetarianismo/veganismo é julgada por muitos como elitista, e disponível só as classes abastadas, e isto é dito por vários motivos. Diz-se que a informação é privilégio e ter o que comer também. Diz-se que é cara. Diz-se que demanda muito tempo. Diz-se que essa dieta não alimenta bem um trabalhador braçal. Mas será que estas coisas estão mais para uma desinformações ou mais para verdades?

Então vamos aos recortes.

O veganismo é acessível para todos? 

Não. Se nos atermos a isto concordamos: ele é elitista.

A questão poderia ser resolvida desta forma, mas não é simples assim. Não devemos pensar questões complexas de forma simples. Se assim pensarmos elas podemos concluir que toda informação é elitista e toda crítica com exigência de mudança de comportamento também. Pensemos, o conhecimento científico é elitista, então pessoas não podem falar que astrologia é uma besteira sem fundamento — ou com fundamentos ruins — ou que homeopatia é placebo, tecer críticas as religiões ou qualquer outra coisa do tipo. O mesmo vale para a sociedade. É elitismo exigir mudanças para quem não tem acesso a algo — seria elitismo mesmo que você mostre alternativas para que a pessoa possa mudar?.

Se o veganismo é elitista todos outros movimentos pela libertação — das mulheres, dos negros, dos gays — são também elitistas, afinal, não é todo mundo que tem tempo para estudar e consequentemente mudar a consciência no que diz respeito a violência cotidiana. Daí exigir de imediato um mundo feminista, sem racismo, sem preconceitos no geral, é elitista, qualquer corrente nestes movimentos sociais que falem apenas para as pessoas sem atingir as camadas mais pobres por correlação óbvia ser acusado de elitista.

Devemos então parar de cobrar mudanças e deixar em paz pessoas que colaboram diariamente com a violência para não sermos elitistas? Não. Ninguém precisa se entregar a uma causa social, mas abrir mão daquilo que diz respeito ao sofrimento dos outros deveria ser o mínimo que prezamos. Cobrar que respeitemos os outros não é elitismo. Fazer recortes sociais não quer dizer que não devemos lutar contra o especismo, contra o machismo,  contra a homofobia, contra a transfobia e sim que devemos saber as prioridades nestas lutas, fazer um ativismo de base forte e sempre nos dispondo a ser didáticos ao dialogar — mesmo que isto pareça bastante difícil.

Talvez devêssemos ver que quando há vítimas o elitismo está em manter os velhos hábitos defendendo posições conservadoras. E isto acontece quando não somos veganos e colocamos nossas ‘necessidades’ — que tem alternativa — acima das necessidades fundamentais dos animais, ironicamente se falarmos isto corremos o risco de sermos taxados como elitistas.

Eu concordo que a informação não é para todos e concordo também que escolher o que comer todo dia é privilégio. Sei que muita gente passa fome, que muita gente se mata de trabalhar para por o que comer no prato. Muita gente não tem tempo. Mas se pensarmos no veganismo como uma transformação social e não apenas como ideologia será mesmo que são estes que os veganos gostariam que virassem veganos primeiro?

Eu não sou nenhum sociólogo que tenha pesquisado a vida das pessoas mais miseráveis na questão financeira, sei que elas existem, mas sou um vegano pobre, morador de periferia, e assim como eu, a grande maioria das pessoas que conheço ali poderiam ser veganas se tivessem dispostas, assim como todas as pessoas da minha família moradoras de uma cidade de interior pequeníssima, de todos os meus amigos e da maioria das pessoas que tive contato pelas redes sociais. Não houve alguém que eu conhecesse intimamente que não pudesse ser vegano, mas estas pessoas são veganas? Não. E falar para elas sobre veganismo é elitismo? Não. Elas tem seus motivos para não mudarem, isto não quer dizer que sejam sustentados por ótimas lógicas – acabam sempre apelando para falácias naturalistas, religião ou mesmo ao relativismo cultural. Não é elitismo cobrar mudanças para quem tem condições de fazê-las, mesmo que estas pessoas, imersas em seus privilégios, não queiram.

É importante dizer que os veganos – a maioria deles – não saem por aí apontando o dedo na cara de pessoas extremamente pobres sugerindo que elas mudem sua alimentação. Eles falam que o mundo deve ser vegano, mas não acreditam que isso deva começar de baixo, e sim que deve começar de onde se tem condições — lembra-se da parte onde é dito na medida do possível e praticável? Então, veganos, não são elitistas neste sentido. Postar algo dizendo que o veganismo deveria ser o padrão, pois animais são indivíduos, não é elitista, a menos que você aponte uma arma obrigando alguém que não tem condições a fazê-lo — enquanto isto os humanos continuam a financiar que em matadouros deem tiros de pistolas pneumáticas na cabeça dos animais —, particularmente eu nunca vi nenhum vegano fazer isto, você já? Até onde sei os veganos fazem recorte social, então na prática não há veganismo elitista.

Sabemos então, a crítica deve ser primeiramente direcionada às classes que podem ser veganas – aquelas com o mínimo de poder aquisitivo –  e se sucederá um efeito cascata visto que estas que detém os poderes econômicos e podem transformar a opinião pública de forma mais efetiva. À medida que o direito animal é divulgado, debatido e compreendido o senso do pública é modificado.  É claro que a condição de um indivíduo é importante para uma mudança, mas além daqueles que pertencem a uma classe extremamente pobre (a classe D para baixo) comer carne é mais uma questão cultural do que financeira visto que uma alimentação vegana é possível.

Lembrando que não há apoio ao especismo, só é o relato de um fato, que pessoas que passam fome não estão preocupadas com o que comem e sim em arranjar algo que possam comer, elas não tem uma educação alimentar vegetariana ou base teórica sobre direitos animais.

Um adendo: quando me tornei ovo-lacto-vegetariano trabalhava e estudava, tendo por dia menos de 5 horas pra descansar — acordava as 4 e chegava em casa as 12:30. Neste processo estava dentro de ônibus e trens lotados por mais de 4 horas por dia. Não comia de uma forma ideal — afinal, quem come? — mas diante dessas diversidades me recusava a por um bicho que sofreu e foi assassinado na minha boca. Foi um começo.

O veganismo é caro e demanda tempo!

É bastante perigoso afirmar isto. Bem, para sermos ovo-lacto-vegetarianos basta que tiremos a carne do prato e o couro das roupas — entre outras coisas. Isto me leva a crer que mesmo as pessoas mais pobres poderiam ser todas ovo-lacto-vegetarianas. Já para sermos veganos isto demanda um pouco mais de zelo, precisamos ler embalagens e alguns textos na internet para boicotar o máximo de produtos provindos da exploração animal, de um pouco mais de tempo para cozinharmos, mas não é algo extremamente difícil como parece, precisamos mais de vontade que de outra coisa.

O veganismo tanto pode ser extremamente barato como extremamente caro, assim como uma alimentação com consumo de produtos de origem animal. Mercadologicamente o que acarreta valor aos produtos é, supostamente, a qualidade na qual ele é oferecido, sendo comumente este ligado a marca que o oferece, e também sua disponibilidade. Em questões alimentícias além da classificação qualitativa do produto, a comodidade influencia muito para o encarecimento, sendo os industrializados prontos para consumo bem onerosos e com valor maior sejam eles feitos para o público vegano ou não.

Atualmente empresas que comercializam produtos veganos industrializados encarecem os produtos por conta de ser ainda um mercado de nicho – podemos chamar isto de elitismo, mas é por conta dos capitalistas se apropriando deste mercado para lucrar e não se importando verdadeiramente com uma causa -, mas com o constante crescimento do veganismo os preços tendem a abaixar por conta do aumento de concorrência. Inversamente, é bem provável que a carne produzida de forma comum — a salvação estará na produzida em laboratório — vá encarecendo com o passar do tempo visto que as grandes indústrias pecuárias devem ter custos de produção mais elevados devido a degradação do meio ambiente, no qual elas mesmas colaboram.

Afinal, por que criticam tanto o veganismo?

Mecanismos de defesa? Status quo? Ignorância?

Será quantas pessoas que estão na internet tem acesso a informação acesso a um mercado e um pouco de poder aquisitivo?

Aposto que a maioria daquelas que fazem textões anti-veganismo não se enquadram nas exceções, que sobrevivem por conta da carne. E isto é irônico. Ver que geralmente quem faz textos dizendo que o veganismo é elitista e outros textos anti-veganos são justamente as pessoas que tem plena condição de serem veganas.

O nome que dão para isto é tokenização — quando, em uma posição de privilégio, uma pessoa usa sua relação ou suas interações com outra pessoa de uma camada oprimida pra justificar um ato seu de preconceito. Isso acontece, por exemplo, quando alguém que não é pedreiro diz que os veganos são elitistas e não sabem que um pedreiro precisa de carne para consumir muita proteína e não passar mal (será?), ou quando alguém diz que tem um tio que está imerso em outra cultura e aprender que carne significa sucesso mas não está imerso nesta cultura, portanto está usando do outro para justificar seus atos.

Exercício rápido: Deveria ser óbvio para todos que outros indivíduos não estão na condição uns dos outros. Agora pense, você vive da subsistência ou numa vida extremamente opressiva onde não possibilidade alguma de ser vegetariano? Se a respostas for não, é simples, é justamente por você ter acesso a informação e por não passar fome que deveria sê-lo, então a impossibilidade dos outros não justifica a sua irresponsabilidade. Não use os outros como desculpa, isso é desonesto.

Este tipo de gente que faz recortes sociais para defender o consumo de carne feito pelos ‘pobres’, dizendo que é uma necessidade para eles e tem condições de se tornarem vegetarianos não fazendo isto, não dão argumentos que acreditam de verdade, pois se assim o fosse, seriam aplicados na própria vida. Eles fariam alguma coisa para ajudar os animais e não simplesmente atacariam o veganismo. São hipócritas, ou talvez não percebam a desonestidade que é usar pessoas pobres para querer justificar a própria exploração, e fazer esta tokenização de índio ou de alguém extremamente pobre e/ou desinformado justificando os próprios atos.

Os hábitos individuais de cada um não me importam, mas outro ponto que podemos tocar é, o preço de uma cerveja, por exemplo, é superior ao de uma refeição vegana e muitas pessoas que reclamam do “preço” de produtos veganos tem hábito de consumir produtos assim, o que me leva a pensar que a argumentação contra aderir ao veganismo é comodismo. Será que alguém problematiza o consumo de cerveja e cigarro falando que são elitistas? E olha que estes produtos nem são provindos diretamente do sofrimento ou da violação da vida de outros indivíduos. Por que pegam no pé dos veganos mas não de tantos outros que tem condições? Isto me leva a crer que é um mecanismo de auto-defesa e não uma crítica construtiva como dão a entender com seus textões.

O status quo

Para estas pessoas com uma visão crítica duvidosa, devemos sugerir que sejam veganas, afinal elas tem condições, mas elas sempre arrumam uma desculpa para não serem veganas, é o status quo.

E é curioso é que criticamos quando sofremos algo mas quando o privilégio é nosso o status quo fala bem alto, o egoísmo nos leva a defender uma justiça parcial, uma ética pela metade, e aí é comum vermos oprimidos defendendo sistemas opressivos — quando estes os favorecem.

Quando não é a extrema pobreza que faz alguém ainda comer carne, ou resta a ignorância ou a resistência a perda de privilégios, o status quo.

Ambientalismo

Além de tudo isto, de ceifar a liberdade dos animais e sustentar que suas vidas sejam miseráveis, a produção de carne é mais cara e danosa ao meio ambiente que a produção de vegetais. Não seria elitista de alguma forma mantermos um estilo de vida insustentável ao invés de um sustentável?

Isto soa como:

Não devemos destruirmos o planeta, mas não devemos falar para os mais pobres pararem de financiar a indústria agropecuária que faz exatamente isto.

Necessidade ou egoísmo?

Quem come carne acredita que moralmente os fins justificam os meios. O fim supostamente é a saciedade da fome, ou seja, o suprimento das necessidades nutricionais para sobrevivência e para mantimento da saúde. Os meios para atingir tal fim é a descaracterização de um animal como indivíduo que merece a vida, a validação do seu tratamento como objeto e a legitimação do seu sofrimento. Resumidamente matamos animais para sobrevivemos, então o sofrimento deles é válido. Mas até onde podemos considerar isto uma necessidade real e onde ela é mero conforto?

Tal visão já foi suprida com o conhecimento que detemos. Cientificamente falando hoje é possível afirmarmos que as dietas vegetarianas são seguras, assim fazemos em regra isto por prazer e não por necessidade, isso deveria bastar para que devêssemos reconsiderar o ato de alimentarmos a partir sofrimento dos animais. A não ser em casos de exceção, onde uma pessoa não pode sobreviver ou se manter razoavelmente saudável sem o consumo de carne deveríamos abrir mão disto – e não nos fazermos de vítimas.

O sofrimento animal causado para alimentação anterior a atualizações científicas na área da nutrição podia ser justificado, afinal não se sabiam os riscos de uma dieta vegetariana, mas agora que sabemos bem tais riscos podemos nos precaver deles – lembremos que as dietas não-vegetarianas parecem apresentar mais riscos que as dietas vegetarianas, pois há mais doenças relacionadas a dietas ricas em produtos de origem animal que em dietas sem eles. Isso infere que a justificativa do consumo de carne para alimentação para quem tem consciência que isto não é mais necessário é mero autoritarismo, as justificativas que prevalecem tem base no antropocentrismo moral. Tal visão ideológica-moral pode ser substituída-atualizada por visões morais mais objetivistas, como é o caso da proposta do veganismo que se baseia na senciência (um princípio inclusivo) e não na característica “humana” (um princípio exclusivo).

Bom, é fato que na natureza os animais se matam na luta pela sobrevivência. É fato também que nós somos animais. Somos animais-humanos e podemos questionar: até que ponto a natureza “selvagem” deve reger nossas ações? Devemos nos limitar a racionalidade apenas quando ela nos interessa num discurso hipócrita abdicando aos animais o bem-estar e o direito a suas vidas?

Somos civilizados o suficiente para vivermos em cidades mas não para negarmos a caça? – se é que podemos relacionar indústrias exploratórias com isto. (Helena Baccega)

A questão se estende a outras coisas completamente desnecessárias que criamos. Apesar da exploração animal surgir de um processo predatório natural e anteriormente poder ser dita como necessidade, hoje, em sua maioria, é fruto da soberba humana, da ignorância, da falta de análise crítica, da maldade. Além disso, os animais hoje foram aderidos a lógica do capitalismo, do lucro, são produtos, servos, escravos e não mais mero alimento. Eles ainda são usados em eventos esportivos, em estudos científicos irrelevantes. Mesmo com alternativas eles são usados para produtos cosméticos, para suprir a vaidade humana. Os animais nascem hoje não por conta de suas gestações em processos reprodutivos-sociais normais, são condicionados a se reproduzirem com ou inseminações artificiais e contraditoriamente apelamos à natureza para justificarmos tais coisas.

Muitos negam mas animais são indivíduos e não precisamos ler muito para chegarmos a tal conclusão. O cachorro que vive na minha casa não é o mesmo ser que o cachorro do vizinho e ambos não são iguais o cachorro da casa dos meus primos, e isto não se restringe apenas a cães e gatos. Apesar de outros animais serem menos expressivos em relação a nós, eles têm de alguma forma sua subjetividade, são sujeitos diferentes. As vacas não são iguais, os porcos, as galinhas e praticamente todos animais que matamos não são idênticos, afinal, animais não são clones. Por que então continuamos a fazer isto sem boas razões para tal? A única explicação plausível é que de alguma forma maquiamos nossa consciência fazendo um apelo à cultura, à humanidade que viveu em outros tempos ou mesmo à humanos que vivem em condições extremamente ruins – as exceções. Nesta questão só há 4 caminhos: Se não sabemos somos ignorantes, se fechamos os olhos preferindo não mudar somos covardes, se sabemos e continuamos nisto somos profundamente egoístas e se sabemos e mudamos somos éticos.

Comer carne não é uma necessidade fundamental (ou uma espécie de legítima-defesa) em sociedades onde a população acesso a tecnologia, ciência e um mínimo de poder aquisitivo, assim a mudança se faz necessária.


Um não vegano falando mal do veganismo é como um machista falando mal do movimento feminista ou como um racista falando mal do movimento negro, mesmo que esteja errado vai defender suas ideias com unhas e dentes.


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