Por que em sociedades com informação e possibilidade de adequação ao veganismo muitas pessoas ainda exploram animais?

Há diversos argumentos que as pessoas usam para continuar consumindo produtos provindos da exploração animal (e humana também). Mas todas elas acabam em duas principais linhas de raciocínio:

  1. Falta de empatia, imoralidade e egoísmo
  2. Falta de reflexão das consequências dos atos e isenção de culpa

As pessoas imersas num egoísmo profundo podem não sentir conexão alguma por animais (ou por outros humanos), assim tratá-los como coisas ou propriedades e explorá-los, é normalizado. Essa forma de egoísmo pode vir por limitações biológicas – uma espécie de psicopatia – ou devido ao aprendizado (alienação), vindo da cultura, da religião, da ideologia ou qualquer outra coisa que tenha uma base antropocêntrica, ou seja, que coloca o ser humano num pedestal e todo resto acaba sendo fim para atingir sua felicidade. Assim, os hábitos se moldam e ocorre a naturalização de comportamentos que não tendem a considerar outros indivíduos e seu sofrimento como relevantes.

Quando esse fetiche humano não se releva, as pessoas criam mecanismos de auto-defesa onde tentam ao máximo ignorar as consequências daquilo que fazem. Desligando a ação da consequência dela (algo que se opõe ao consumo consciente), as pessoas conseguem se auto-enganar e evitar a culpa, quando isso ocorre raciocinar criticamente fica em segundo plano. O marketing e a publicidade corriqueiramente se utilizam disto, empresas querem que você consuma e lhes deem lucro, não que você pense no sofrimento alheio. O McDonalds por exemplo nunca vai em seus comerciais relevar os maus-tratos aos animais e as condições ruins de empregos que oferece aos seus funcionários, mas com certeza gasta milhões em publicidade ao redor do mundo para agregar valor a sua marca (intangível) e enche seus donos de dinheiro.

Todos os argumentos anti-veganos ou anti-exploração do humano para aqueles que tem a informação disponível são centrados em um destes dois ‘comportamentos’, falta da capacidade racional de se colocar no lugar do outro e de enxergar princípios objetivos, coerentes e imparciais ou de optar intencionalmente pela ignorância, pois diante de qualquer perspectiva egoísta privilégios são mais importantes que direitos, prazer mais importante que o sofrimento do outro e lucro mais importante que ética.

Anúncios

Concorda, discorda, quer debater? Diga sua opinião.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s