As minorias são as maiorias

Quando alguém diz que está socialmente defendendo as minorias, nem sempre está se referindo a uma minoria em números. Há movimentos sociais pelas minorias que de fato são comparativamente menores como é o caso dos gays, dos trans, os indígenas, das pessoas com deficiências físicas ou neurológicas, entre outros – e isto não quer dizer que devem ser desrespeitados -, no entanto a maioria destes movimentos são por um número maior em detrimento aqueles que detém privilégios: os pobres, as mulheres, os negros e os animais.

Chamamos de minorias aqueles que estão oprimidos numa condição inferior de direitos ou mesmo de tratamento moral, ou seja, as minorias são, em números, as maiorias, mas em questão de poder são marginalizadas, isso não parece de forma alguma condizer com um sistema democrático e justo, afinal como se acumula dinheiro, benesses e poder para poucos enquanto um número esmagadoramente maior não tem o mínimo? A maioria – que sofre – não aceita tal disparidade, e a democracia deve respeitá-la. A população pobre não tem igualdade de oportunidades, os negros e as mulheres ainda são discriminados e os animais nem sequer tem voz, são colocados nesse mundo para sofrer em nome do egoísmo humano.

As estruturas de poder das minorias que dominam são mantidas pelo dinheiro, pela coerção do Estado e pela violência e dependem da alienação e da passividade das massas. É preciso construir modelos sociais que enfrentem as desigualdades, com a descentralização do poder e democracias diretas, sem os lobbyings dos ricos na política e que tenha líderes que escutem as massas e dê-lhes poder. Claro, as pessoas não são especialistas, e muitas vezes podem se equivocar em suas decisões, mas em questões fundamentais todos sabemos que o sistema é injusto quando não dá soluções aos problemas de forma relativa as suas soluções. É preciso cobrar democraticamente mais de quem tem mais e fornecer o básico para quem não tem nada, mas claro, as vezes só medidas pacíficas não resolvem, haja vista que o status quo é um mecanismo padrão daqueles que detém poder. As estruturas tem vigas fortes, e dá só para deixa-las mais belas pintando elas (alienação), para derrubá-las com socos (democracia) ou com tratores (revolução).

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