O capitalismo venceu?

A resistência socialista

Há ao redor do globo 5 repúblicas ditas socialistas (China, Cuba, Coréia do Norte, Laos e Vietnã), no entanto, apesar de resistirem, cada vez mais elas se aproximam do capitalismo. Isto ocorre porque no mundo globalizado relações exteriores diplomáticas e de comércio se fazem necessárias para a sustentação de uma nação.

Após as grandes revoluções socialistas e algum êxito das ideologias com alto controle estatal, o cenário acabou se modificando pós grande estagnação econômica dos países que adotaram modelos centralizados.

Com o advento da globalização do mercado, os países acabaram isolados e suas economias ficaram deficitárias o que é bem expresso pela grande crise que acabou dissipando a união soviética, e que consequentemente fez com que a Rússia começasse a aprovar reformas liberais – a partir de 85 – para superar o período de revés econômico e a fazer negócios globais, não podendo-se dizer que é um país que segue o socialismo.

O mesmo ocorreu com a China que tem o chamado Capitalismo de Estado ou Socialismo de Mercado. A mudança ocorreu após reforma que incidiu em abertura econômica a partir de 79, deixando de ser uma economia planejada e passando a ser uma economia mista, o que se mostra o abandono do sistema socialista na economia.

Cuba, que é um exemplo do socialismo, está começando a fazer negócios capitalistas. Após a revolução o país sofreu embargo econômico dos Estados Unidos e ficou dependente da compra de seus produtos – fumo e cana de açúcar – da União Soviética. Devido ao fracasso no estímulo a industrialização e a dissolução da URSS, Cuba atualmente está flexibilizando sua economia e cedendo aos poucos ao capitalismo.

A Coréia do Norte é nomeada uma república socialista e aposta na autossuficiência econômica e bélica tendo assim o comércio internacional muito restrito. O governo do país segue a ideologia Juche, que é baseada no socialismo stalinista, que substituiu o marxismo-lenismo no país a partir de 1977, todavia há discordância sobre isso, críticos acreditam que esta definição é propaganda institucional, um rótulo para poderem exercer uma autocracia nacionalista e racista. A Anistia Internacional, a Human Rights Watch e a ONU, relatam que o país viola os Direitos Humanos em campos de concentração, além da população não ter direito à liberdade econômica e política.

Laos é uma república asiática socialista de partido único com problemas semelhantes: boa parte da população do país atualmente vive abaixo da linha de pobreza internacional e há constante violação dos Direitos Humanos. Apesar do partido único e da economia planificada o país faz parte da Organização Mundial do Comércio, desde 2013, e realiza alguns comércios exteriores.

Vietnã também um país declarado socialista está migrando sua a economia, desde 1986, de planificada para uma de livre mercado, tendo se tornado membro Organização Mundial do Comércio em 2007.

Nos lugares que ainda são chamados de socialismo, o que resta do socialismo de fato é o rígido controle estatal e o unipartidarismo, que é considerado algo anti-democrático e também visto como ditadura. As relações econômicas dos países tem uma tendência de abertura ao capital e a economias não centralizadas.

O iminente fim do socialismo

Há muitos socialistas e pessoas que acreditam no comunismo, mas há poucos resquícios do socialismo no mundo atual. Na prática são ínfimos os lugares que aplicam medidas socialistas clássicas em sua administração. Os países socialistas estão abrindo o mercado e os partidos políticos ao redor do mundo que dizem professar a ideologia socialista estão mais para social-democracia que para o controle total dos meios de produção e uma economia centralizada. Será que isso quer dizer que o socialismo-comunismo perdeu e que o capitalismo venceu?

É difícil fazer uma afirmação neste sentido pois no futuro, com as crises do capitalismo, o socialismo poderá voltar a ganhar espaço, no entanto, atualmente é praticamente impossível acreditar – a curto prazo – que países se tornarão socialistas, haja visto que suas últimas expressões estão cedendo ao mercado global, restando apenas o controle social.

A idealização de um mundo livre, com oportunidades iguais e auto-gerido pelo povo, parece cada vez mais distante por meio do socialismo. As experiências socialistas, apesar de seus êxitos – universalização de serviços – e benefícios que ajudaram a frear o capitalismo selvagem – estabelecendo direitos mínimos para as partes fracas nas relações de poder -, demostraram supressão as liberdades individuais. O comunismo é um sonho nobre, mas o socialismo mostrou-se insustentável diante do mundo que exige relações econômicas globais. Já o capitalismo mostrou-se, implacável e a resistência acabou migrando para o reformismo.

O capitalismo está vencendo. Já se ele é bom e efetivo, isto é outra questão. Do outro lado, o socialismo respira por aparelhos e está prestes a juntar-se as ideias anárquicas, ficando cada vez mais restrito a história e ao discurso mas nunca a prática efetiva. Se o comunismo não está morto, no mínimo ele está hibernando, e nem de perto sabemos quando ele irá acordar.

A esperança comunista

A longo prazo o capitalismo pode levar o mundo a uma condição extrema e diante de um cenário caótico com escassez de recursos à maioria, provindo do acúmulo de poder e capital, do desenvolvimentismo mal-planejado e do consumo desenfreado poderá fazer as pessoas reviverem os tempos de revolução.

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