Política do medo e a alternância de poder

Para mim nenhum cenário político brasileiro agora é bom. É óbvio que enquanto ser humano o Haddad é melhor que Bolsonaro – tanto por não ficar questionando a democracia e dando discurso de extermínio de grupos dissidentes quanto por ser tecnicamente mais capacitado – mas a questão aqui não é essa. Se o PT for eleito – o que acho improvável – a extrema direita pode se fortalecer ainda mais e nos próximos anos e consequentemente Bolsonaro ganhar no primeiro turno das eleições de 2022, o que só adiaria o que hoje a esquerda tenta evitar.
 
Outro ponto é que com Haddad ou Bolsonaro no poder a tensão da democracia vai ficar maior, e o pior de tudo isso é que a maioria – de ambos os lados – cedeu a guerra de narrativas e ignorou os candidatos mais moderados assumindo a polarização, algo que as campanhas dos políticos claramente reforçaram pelo medo.
 
É por coisas como essa que a alternância de poder é necessária para manutenção da democracia, para não levar a oposição ao inaceitável, e infelizmente o PT nunca desejou isso – por isso que alguns dizem que o Bolsonaro é uma cria do Lula. Se o partido admitisse erros agora teria abrido mão das eleições e daria espaço para alguém mais ponderado e evitaria o extremismo, a acensão do nacionalismo exacerbado, da xenofobia, do discurso contra minorias e o risco de uma nova ditadura militar, que agora eles combatem se colocando como salvadores.
 
Você tem algum esperança de uma boa mudança para os próximos anos?

Concorda, discorda, quer debater? Diga sua opinião.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s