Viver é assustador e incrível ao mesmo tempo

Qual a chance de existirmos? Num universo (que talvez possa ser um de vários dentro de um multiversos ou de um ciclo de existência e inexistência numa linha temporal) com incontáveis galáxias, com incontáveis sistemas solares, com incontáveis planetas, nos quais poucos estão na zona habitável, entre incontáveis períodos da vida, entre incontáveis lugares, entre incontáveis formas de vida, entre incontáveis espécies, entre incontáveis pessoas, entre incontáveis espermatozoides, eu nasci. Entre incontáveis aglomerações de átomos e de substâncias, de espaço, de tempo e de matéria, eu existo. A prosperidade de uma vida consciente é uma chance muito mais difícil que qualquer loteria, uma chance não quantificável pelos números que podemos contar, afinal nossa mente é incapaz de entender a imensidão do universo. Por isso eu dou valor à vida, matematicamente somos improváveis, e diante de tanta miséria ter uma vida com condições razoáveis, uma boa família, um lugar para morar, uma forma honesta de se sustentar, uma saúde estável, sanidade mental é algo para agradecer. Mesmo sabendo que viverei em ciclos de sofrimento e alegrias, doenças e conquistas, sonhos e desilusões, eu estou vivo e isso é incrível. A vida é feita de antagonismos, e eu sou parte disso, do universo que se complexificou de forma que pensa em si mesmo. Cada um de nós é incomensurável, cada vida e cada instante é único. Existir é incrível e assustador ao mesmo tempo, um constante paradoxo.

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